
No “I”, o novo ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, fala em “Orientação Estratégica”.
Ocorreu-me, sem esforço da minha parte e sabe-se lá porquê, que a melhor orientação estratégica para o país, dentro em pouco, será a de “salve-se quem puder”.
Anda por aí uma nova excitação de colarinho branco. Até parece que não estamos habituados que estes casos dêem um grande salto à vara e desapareçam na bruma. Dez mil euros têm sempre atrás de si dez mil justificações sólidas. Ainda alguém se lembra da extinta Fundação para a Prevenção e Segurança? Aposto que não.
Há dias assim. Não sei se aperte a bexiga ou deixe a corrente fluir. Acabo de ver, mais uma vez, o líder da CGTP junto aos angustiados trabalhadores da Delphi agrupados à porta das instalações da empresa. É uma cena habitual, esta de ver Carvalho da Silva a apoiar os trabalhadores em dificuldades. Talvez por distracção minha, não costumo ver o líder da outra central, a UGT, a “confortar” os “desgraçados” no terreno. Talvez, quando o governo mudar de cor, lá para 2050, se possa pôr o olho em cima do homem. É só uma constatação, pois nenhum dos dois me convence.