
Há para todos os gostos. Refiro-me às análises das eleições de ontem. Não tendo nada a acrescentar às que já li e ouvi, meto por agora a viola no saco. Devo confessar que nesta matéria de votar muito raramente me oriento pela cor do partido. Sou daqueles que ponho as pessoas em primeiro lugar e, por esse motivo, na minha carteira de eleitos constam almas de esquerda, do centro e de direita. Penso que o pior que há para os governados é a “clubite” partidária. Torna-nos cegos. Para ser rigoroso, devo dizer que “no meu sistema” também já tenho enfiado barretes que, traduzidos em números, dariam para equipar um pequeno rancho folclórico. Com esta minha maneira de ser e ver as coisas devo informar que, a título de exemplo, nunca votaria ou votarei no eminente especialista em dar tiros nos próprios pés, Vital Moreira. O eminente jurista e atirador mostrou falta de carácter ao tentar colar o caso BPN ao PSD. Quem também nunca levará o meu voto é Pedro Passos Coelho do partido que ganhou as eleições. Aquela majestática aparição, a meio da campanha, apoiada num discurso cheio de veneno, inscreveu-o na longa lista dos chicos saloios da nossa politica.

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