
Um Saramago muito seráfico, muito macilento e muito Nobel. Um padre, Carreira das Neves, muito seráfico, fraco de figura, professor de mil diplomas, muito “doce” para o José. Um atacava literalmente. O “doce” argumentava que a Bíblia não era para ser entendida literalmente. Que tinha e tem muitas interpretações. Que eram contos, poesia e não sei o que mais. Concordo com o Sr. Padre das Neves. Entretanto, acho que a igreja vai ter de começar a explicar muito bem explicadinho a história da sarça-ardente, da estátua de sal, da Arca de Noé, entre milhares de outras coisas, àquela parte da humanidade a quem inculcou ideias muito estreitas e rigorosas sobre tais matérias.

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